Com o avanço das tecnologias digitais, as fraudes bancárias se tornaram mais sofisticadas e frequentes. Golpistas usam diferentes estratégias para obter dados pessoais, senhas e acessos a contas bancárias, muitas vezes se passando por instituições financeiras legítimas.
Por que as fraudes bancárias estão aumentando
O crescimento do uso de aplicativos bancários, pagamentos por aproximação e operações online trouxe mais conveniência, mas também novos riscos.
Criminosos aproveitam brechas na segurança digital e na falta de atenção do usuário para aplicar golpes cada vez mais convincentes.
Segundo dados do Banco Central, as tentativas de fraude digital aumentaram mais de 30% nos últimos anos, principalmente entre idosos e usuários que realizam transações por celular.
Principais fraudes bancárias e como funcionam
1. Phishing (golpe do link falso)
O phishing é uma das fraudes mais comuns.
Ocorre quando o criminoso envia mensagens falsas por e-mail, SMS ou WhatsApp, se passando por bancos ou instituições conhecidas, com o objetivo de roubar dados pessoais e bancários.
Essas mensagens costumam conter links para sites falsos que imitam páginas oficiais.
Como se proteger:
- nunca clique em links recebidos por mensagens não solicitadas;
- verifique sempre o endereço do site (deve começar com “https”);
- desconfie de comunicações que pedem senhas ou dados pessoais.
2. Golpe do falso funcionário ou call center
Nessa modalidade, o criminoso liga para a vítima se passando por um atendente do banco.
Ele informa sobre uma suposta movimentação suspeita e pede dados confidenciais ou autorização de transações, alegando que está “bloqueando” o cartão.
Como se proteger:
- bancos nunca pedem senhas ou códigos de segurança por telefone;
- desligue e ligue de volta para o número oficial do banco;
- nunca entregue seu cartão a terceiros.
3. Clonagem de cartão e golpe do motoboy
O golpe acontece quando o cliente é informado de um problema com o cartão e o falso atendente envia um motoboy para recolher o cartão em casa.
Com o chip e a senha, os criminosos fazem saques e compras em nome da vítima.
Como se proteger:
- nenhum banco recolhe cartões para “análise”;
- corte o cartão antes de descartar;
- bloqueie imediatamente pelo app do banco.
4. Golpe do PIX
Com a popularização do PIX, surgiram novas fraudes.
Entre as mais comuns estão pedidos de transferências urgentes, QR Codes falsos e invasão de contas via aplicativos clonados.
Como se proteger:
- confirme sempre o nome do destinatário antes de enviar;
- ative limites de valor e horários de transação;
- use autenticação em duas etapas no aplicativo.
5. Clonagem de WhatsApp e engenharia social
Criminosos clonam o WhatsApp da vítima e pedem dinheiro a amigos e familiares.
Em outros casos, usam informações públicas para convencer a pessoa a fornecer senhas e códigos de verificação.
Como se proteger:
- nunca compartilhe o código de verificação recebido por SMS;
- ative a verificação em duas etapas;
- desconfie de mensagens com pedidos de dinheiro, mesmo que venham de conhecidos.
O que fazer se você foi vítima de fraude bancária
Se você cair em um golpe, é possível agir rapidamente para reduzir os prejuízos e responsabilizar o banco.
Veja o passo a passo:
1. Comunique imediatamente o banco
Bloqueie cartões e contas, registre o ocorrido nos canais oficiais e anote os protocolos de atendimento.
2. Registre um boletim de ocorrência
O registro policial é importante para formalizar o crime e proteger seus direitos em eventual ação judicial.
3. Documente todas as provas
Guarde prints, mensagens, comprovantes e registros de transação. Essas provas são fundamentais em casos de reembolso ou ação judicial.
4. Procure um advogado especializado
O banco pode ser responsabilizado judicialmente por falhas de segurança ou por não prevenir a fraude, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Um advogado pode ingressar com ação de restituição de valores e indenização por danos morais.
Responsabilidade dos bancos
De acordo com decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), as instituições financeiras têm responsabilidade objetiva por fraudes ocorridas dentro do sistema bancário, ou seja, devem ressarcir o cliente quando há falha na segurança ou omissão no atendimento.
Isso inclui casos de:
- transferências indevidas via PIX;
- clonagem de cartão;
- acesso indevido à conta digital;
- golpes realizados por terceiros quando há falta de mecanismos de segurança eficazes.
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O escritório Rissato & Quintela atua com Direito do Consumidor e Direito Bancário, auxiliando clientes vítimas de fraudes, golpes financeiros e cobranças indevidas.
Se você foi vítima de uma fraude bancária ou teve valores transferidos indevidamente, saiba que é possível reaver seu dinheiro e responsabilizar a instituição financeira. Nossa equipe pode analisar seu caso e tomar as medidas jurídicas necessárias para garantir seus direitos.
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